21 agosto 2010

OMS faz alerta para nova superbactéria NDM-1

A OMS alertou para o surgimento de nova bactéria, denominada de NDM-1 (New Delhi metallo-lactamase). O organismo internacional apelou para que autoridades sanitárias de todo o mundo monitorem a bactéria, que mostrou grande resistência aos antibióticos que hoje são usados no mercado. A OMS também quer que governos limitem o acesso da população aos antibióticos para tentar evitar o surgimento de superbactérias resistentes aos remédios.

No dia 11 de agosto, a revista especializada The Lancet publicou estudo mostrando que a nova bactéria super-resistente não teria dado qualquer sinal de enfraquecimento diante de sua exposição a quase todos os antibióticos conhecidos mesmo os destinados para infecções por bactérias multi-resistentes, por ter uma nova enzima. No início do ano, médicos indianos já haviam feito o alerta sobre a superbactéria.



Os indianos advertiram que ela poderia se espalhar rapidamente, a NDM-1 já foi encontrada na Índia, no Paquistão e em Bangladesh, mas também já foi detectada em 37 doentes do Reino Unido que estiveram em regiões asiáticas. O vetor de transmissão teria sido os próprios pacientes. O fato de que a Índia realiza cirurgias estéticas em europeus e americanos, pode ser a causa de que a NDM-1 se estenda a todo o mundo, alertam os autores do estudo, entre eles David Livermore, diretor de monitoramento das resistências na Health Protection Agency, do Reino Unido.

As viagens internacionais e o turismo médico ajudaram a propagar esta bactéria resistente aos medicamentos e que poderá levar mesmo ao fim dos antibióticos, avisaram os cientistas. Na Bélgica, um cidadão que havia viajado para o Paquistão, morreu em junho passado por causa desta superbactéria.

Uma segunda estirpe da superbactéria NDM-1, resistente a antibióticos, foi identificada na França, no caso de uma mulher que esteve hospitalizada na Índia e que foi transferida este mês para um hospital francês, divulgou hoje um especialista. “A mulher desenvolveu uma infeção urinária devido a uma enterobactéria NDM-1, mas agora está bem”, disse, em declarações à agência noticiosa AFP, Patrice Nordmann, especialista do Instituto Nacional de Saúde e Investigação Médica francês (Inserm).

O gene foi na sua maior parte encontrado na bactéria bacilar gram-negativa Escherichia coli , uma causa comum das infecções urinárias e da pneumonia, bactéria essa altamente resistente aos antibióticos. Os autores do trabalho afirmaram que aquele gene poderá ser facilmente copiado e transferido entre diferentes bactérias, o que sugere “um alarmante potencial de propagação e de diversificação entre as populações de bactérias”.


De acordo com Patrice Nordmann, estas situações vêm confirmar e justificar as medidas anunciadas pelo diretor-geral de saúde francês, Didier Houssin, que alertou para a necessidade de detetar as bactérias multi-resistentes em casos de transferência de doentes de outras unidades hospitalares. “Confirma igualmente que a origem da superbactéria se encontra no subcontinente indiano”, disse ainda o especialista francês.


Fontes: dailymail, Diário Digital / Lusa, BBC UK, Diário da manhã

16 agosto 2010

Estudo sugere que vírus da Aids já tem cem anos

CHICAGO (Reuters) - O vírus da Aids começou a se disseminar entre humanos na virada do século 20 na África Subsaariana, coincidindo com o surgimento de cidades modernas na região, disseram pesquisadores dos Estados Unidos em artigo publicado na quarta-feira na revista Nature.

Os cientistas acreditam que o crescimento das cidades --e os comportamentos associados à vida urbana, especialmente na área sexual-- podem ter contribuído para a propagação da doença.

Estimativas anteriores datavam o surgimento do vírus HIV por volta de 1930. Mas Michael Worobey, da Universidade do Arizona, em Tucson, acha que o contágio em humanos começou entre 1884 e 1924.

A pesquisa se baseia em fragmentos genéticos do nódulo linfático de uma mulher, embebido em cera 48 anos atrás em Kinshasa, na República Democrática do Congo.


Essa amostra de 1960 traz a segunda mais antiga sequência genética do grupo M do vírus HIV-1, a principal cepa responsável pela pandemia de Aids.

A sequência mais velha aparece em uma amostra sanguínea de 1959, doada por um homem de Kinshasa (cidade que na época se chamava Leopoldville).

"Tendo as duas, é possível alinhá-las e compará-las", disse Worobey por telefone. "Dá para ver que as duas sequências são muito diferentes. Isso significa que os vírus já estava por lá durante muito tempo mesmo em 1959 ou 1960."

Com essas duas e dezenas de outras amostras do HIV-1, os pesquisadores construíram árvores genealógicas do vírus.

"Essas velhas sequências ajudaram a calibrar o relógio molecular, que é essencialmente o ritmo em que as mutações se acumulam no HIV", afirmou Worobey.

"Com este ritmo, dá para trabalhar retroativamente e saber quando o ancestral de toda a cepa pandêmica do vírus da Aids se originou. É esse ancestral que estamos datando em 1908, com mais ou menos cerca de 20 anos ."

Outros estudos sugerem que o vírus inicialmente foi difundido de chimpanzés para humanos no sudeste de Camarões. Worobey acha que a doença se deslocou lentamente entre a população local, até que uma pessoa contaminada migrou para Kinshasa, onde havia mais condições para a difusão.

Por volta de 1960, segundo ele, milhares de pessoas podiam já estar contaminadas com o HIV. Em 1981, o resto do mundo começou a conhecer a epidemia, que já infectou 33 milhões de pessoas e matou 25 milhões.

Worobey acha que seu estudo traz alguma esperança para o combate à doença. "O HIV é um desses agentes patogênicos que poderiam ser considerados como à beira da extinção . Isso significa que há coisas que poderíamos fazer para que realmente ele não tenha a chance de se propagar."

18 julho 2010

Saiba o por quê do "coma alcoólico"

O Etanol é absorvido rapidamente no estômago e no intestino delgado, seguindo para o fígado, único tecido que metaboliza o álcool. O álcool é transformado em Ácido Acético (o mesmo ácido do vinagre), importantíssimo para o metabolismo humano na produção de energia (por isso que bebidas alcoólicas são calóricas, pois cada grama de álcool contém 7 kcal).
Quando se bebe demais o fígado concentra quantias elevadas de ácido acético, o que pode causar um desconforto na região hepática. Mas não é só isso: Essa elevada concentração de ácido acético impede o fígado de liberar glicose no sangue, causando hipoglicemia. Taxas muito baixas de glicose no sangue fazem o cérebro provocar o desmaio, pois a glicose é a ÚNICA fonte de energia que o cérebro consome.

Mas não pense que o consumo de bebidas adocicadas (batidinhas, champanhe, vinho suave, etc…) driblam esse problema. Estas bebidas vão provocar um instantâneo aumento na taxa de glicose sanguínea, fazendo o pâncreas liberar mais insulina, induzindo a hipoglicemia.

Fonte: Portal das Curiosidades

09 julho 2010

Novo anticorpo neutraliza 91% das variantes de HIV



Cientistas americanos descobriram três potentes anticorpos contra o vírus HIV. O mais potente conseguiu neutralizar 91% das cepas de HIV, mais do que qualquer anticorpo testado até hoje.

Os pesquisadores também identificaram exatamente qual parte do vírus é atacada pelo anticorpo e como ele ataca o local.

Os anticorpos foram descobertos nas células de um homem afroamericano gay de 60 anos, conhecido na literatura científica como "Doador 45", cujo corpo produz os anticorpos naturalmente. Pesquisadores fizeram uma triagem de cerca de 25 milhões de suas células até encontrar 12 que produzem os anticorpos. Agora, a questão é desenvolver vacinas ou outros métodos para possibilitar que qualquer pessoa possa produzi-los.



O desenvolvimento vai exigir muito trabalho, segundo Gary Nabel, líder da pesquisa, publicada na revista "Science", e diretor do Centro de Pesquisas de Vacinas no Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas. "Vamos trabalhar nisso por um bom tempo até que obtenhamos benefícios clínicos."

VACINAS

Os resultados de uma primeira vacina contra HIV foram anunciados no ano passado após um teste na Tailândia. Mas a vacina reduziu as chances de infecção em apenas 30% dos casos, e gerou controvérsias porque em uma análise os resultados não foram estatisticamente significantes.

Anticorpos que são pouco eficientes ou que atacam apenas uma ou duas variantes do vírus são comuns. Até o ano passado, poucos anticorpos capazes de neutralizar um grande número de variantes haviam sido descobertos e nenhum deles neutralizava mais de 40% das cepas conhecidas.

Mas recentemente, graças a novos métodos de detecção mais eficientes, meia dúzia de novos anticorpos, incluindo os três novos descritos no artigo da "Science", foram identificados. As novas moléculas são também mais potentes, capazes de neutralizar o vírus em concentrações muito menores que os anteriores.


Estrutura de poderoso novo anticorpo (azul e verde) ligado ao vírus HIV (cinza e vermelho), causador da Aids

Alguns dos novos anticorpos atacam diferentes regiões do vírus, aumentando a esperança de que eles poderiam operar em sinergia. Em particular, um anticorpo é capaz de atacar uma ponta do vírus essencial para sua ligação às células. Mais importante, essa ponta apresenta baixa taxa de mutação, pois o vírus precisa se ligar a uma molécula específica das células humanas.

Um problema potencial no desenvolvimento de vacinas, porém, é que as células do "Doador 45" levam meses para criar os anticorpos. Isso significa que, uma vez desenvolvida, talvez seja necessário aplicar a vacina mais de uma vez para acelerar o processo de imunização.

COQUETEL DE ANTICORPOS

Os pesquisadores planejam testar os novos anticorpos, provavelmente misturados em um coquetel potente, em três grandes vertentes.

Na primeira, os anticorpos poderiam ser administrados em sua forma pura, como uma droga, para prevenir a transmissão do vírus. No entanto, isso seria caro e teria duração limitada, tornando o método adequado apenas para casos específicos, como prevenção de transmissão de mães para filhos durante o parto.

Outra possibilidade é usar os anticorpos para o desenvolvimento de vacinas tradicionais. Nesse caso, versões enfraquecidas de vírus seriam utilizadas para treinar o sistema imune do receptor a reconhecer o invasor e produzir anticorpos.

Como os novos anticorpos contra o HIV são extremamente específicos, agarrando-se firmemente a determinadas regiões do vírus, os cientistas precisam apresentar ao sistema imune uma réplica exata das partes do vírus que o anticorpo deverá atacar. Isso é difícil de fazer; é complicado, por exemplo, manter a réplica no formato adequado. Mas equipes diferentes de pesquisadores estão tentando resolver esse problema.

Por fim, existe a terapia gênica. O prêmio Nobel David Baltimore está trabalhando nessa vertente, com verbas da Fundação Bill e Melinda Gates. Sua equipe no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena (EUA), juntou genes que codificam anticorpos em um vírus não maligno, que depois é injetado em camundongos. Os vírus então infectam células de camundongos, transformando-as em fábricas que produzem os anticorpos, imunizando a pessoa contra o HIV.

Fonte: Folha

04 julho 2010

As 10 maiores descobertas da história da medicina

10. Transplante de órgãos

Os transplantes inicialmente se resumiam a um único órgão: o rim. Atualmente, já se é possível transplantar coração, pulmão, fígado, tecido pancreático e medula óssea. No futuro, certamente, outros órgãos também poderão ser substituídos. O sucesso dos transplantes se deve, antes de tudo, à imunologia, pela descoberta dos antígenos de histocompatilidade, e à farmacologia, pela obtenção de drogas imunossupressoras. O uso de próteses também tende a se expandir em diferentes especialidades, pela disponibilidade de materiais inertes e duráveis, incapazes de provocar reações teciduais.


9. Progressos cirúrgicos

Grandes progressos nos atos cirúrgicos – com destaque para a cirurgia cardíaca, a neurocirurgia e a oftalmologia – foram possíveis graças à colaboração de outras disciplinas, como a anestesiologia, a neurofisiologia, a bacteriologia e a imunologia. O coração, antes intocável, tornou-se um órgão acessível, graças à introdução da circulação extra-corpórea, que permitiu a correção das malformações congênitas, a revascularização e outros tipos de operações. Já a neurocirurgia e a oftalmologia se beneficiaram com o uso dos raios laser.


8. Fecundação artificial

A fecundação artificial do óvulo em laboratório e o implante intra-uterino do ovo fecundado são uma façanha sem paralelo na história da reprodução humana. A partir dessa descoberta, acredita-se que o caminho esteja aberto para que se possa conseguir, no futuro, o desenvolvimento do embrião fora do ventre materno. Já a clonagem de animais pela manipulação celular mostrou ser possível a clonagem de seres humanos, enquanto as células-tronco provaram seu potencial no tratamento de muitas doenças degenerativas.


7. Engenharia genética

O campo da engenharia genética deu origem a um acontecimento promissor:a determinação da estrutura do DNA – base de toda matéria viva e responsável pela transmissão do código genético. Mais tarde, reveladas as chamadas enzimas de restrição, capazes de fragmentar a molécula do DNA, tornou-se possível alterar o código genético de uma célula, introduzindo nela um segmento de DNA de outra totalmente diferente. A engenharia genética já colabora para a produção de hormônios, enzimas e vacinas, e prevê-se que sua atuação se amplie consideravelmente no futuro.



6. Fibro e videoendoscopia

A fibroendoscopia foi um grande progresso nos métodos diagnósticos porque substituiu os então utilizados aparelhos metálicos, rígidos e cheios de limitações. Em 1958, foi publicado o primeiro trabalho sobre a utilização de fibra óptica em endoscopia, resolvendo um dos problemas aparentemente insolúveis: o da curvatura da luz. A novidade possibilitou a obtenção das imagens antes não alcançadas. Vinte anos depois, a fibroendoscopia foi superada pela videoendoscopia.


5. Técnicas de alta sensibilidade

Os laboratórios desenvolveram técnicas de alta sensibilidade que contribuíram para o
diagnóstico clínico. Um exemplo foi o radioimunoensaio (que depois evoluiu para o método imunoenzimático), que permitiu detectar substâncias em concentrações infinitamente pequenas nos líquidos orgânicos e nos tecidos. Algumas dessas substâncias são os hormônios, os peptídios, os neurotransmissores, os antígenos e os anticorpos. Pela descoberta do radioimunoensaio, Rosalyn Yallow recebeu o prêmio Nobel de 1974. Ela foi a segunda mulher a receber essa distinção em Fisiologia e Medicina.


4. Métodos diagnósticos por imagens

A descoberta dos raios-X, no final do século XIX, e sua aplicação com fins diagnósticos, no início do século XX, constituíram um marco importante na história da medicina. Seu sucesso levou à busca de outros métodos diagnósticos por imagens, que resultou no surgimento da ultra-sonografia, método de larga aplicação, sobretudo em obstetrícia; da tomografia computadorizada, cuja alta resolução permitiu o diagnóstico de lesões não detectáveis pelos métodos anteriores; e da ressonância nuclear magnética, capaz de gerar imagens nítidas das áreas magnetizadas, substituindo outros exames mais agressivos.


3. Síntese de hormônios e vitaminas

O isolamento e a determinação da estrutura química de hormônios possibilitou a síntese de grande parte deles em laboratório. Dois exemplos práticos são a composição artificial da insulina, usada no tratamento da diabetes mellitus, e da cortisona, de grande poder antiinflamatório e imunossupressor. A descoberta das vitaminas, por sua vez, revolucionou a prevenção e o tratamento das doenças resultantes de carências específicas desses elementos: escorbuto, beribéri, pelagra e raquitismo, raramente encontradas hoje em dia.


2. Descoberta dos antibióticos

A descoberta dos antibióticos, na primeira metade do século XX, reduziu drasticamente as taxas de mortalidade. Se até então doenças como pneumonia e febre tifóide matavam milhares de pessoas no mundo todo, elas passaram a ser controladas a partir daí. Moléstias de difícil tratamento no passado, como sífilis, tuberculose e lepra, também puderam ser curadas graças aos antibióticos. Entretanto, algumas bactérias terminaram por criar resistência à substância, o que incentivou uma busca continuada de novos tratamentos.



1. Imunização preventiva

A maior contribuição da medicina à saúde foi no campo da prevenção das doenças, por meio da imunização em massa e das ações desenvolvidas sobre o meio ambiente. Doenças como tétano, difteria, coqueluche, sarampo, poliomielite, febre amarela e hepatite B já podem ser evitadas graças à existência de vacinas eficazes. Medidas voltadas para o meio ambiente, como saneamento básico, hábitos de higiene e melhoria das habitações, também contribuíram em larga escala para a elevação do nível de saúde a partir do século XX.



Fonte: Veja Saúde

29 abril 2010

Interacções mais frequentes com a TARV


Inibidores do Citocromo P-450
Atenção – Os medicamentos que aumentam o metabolismo de outros fármacos que usem a mesma via metabólica aumentam as concentrações do fármaco que é administrado simultaneamente.
Classe de Fármaco
Probabilidade de interacção medicamentosa
Alternativas
Inibidor das proteases
Ritonavir (Norvir®) muito provável
Amprenavir (Agenerase®) provável
Indinavir (Crixivan®) provável
Nelfinavir (Viracept®) provável
Saquinavir (Fortovase®/ Invirase®) pouco provável
Saquinavir (Invirase®/Fortovase®) Tem menos potencialidades de causar interacções medicamentosas.
Macrólidos
Eritromicina e claritromicina são ambos inibidores do CYP450, mas a inibição pode ser superior com a eritromicina
Azitromicina (Zithromax®) não é metabolizada pelo CYP450 e pode ser um substituto se tiver indicação clínica
Antifúngicos
Por ordem de poder de inibição:
Ketoconazole (Nizoral®) > Itraconazole (Sporanox®) > Fluconazole (Diflucan®)
Ketoconazole (Nizoral®) e Itraconazole (Sporanox®) são inibidores potentes do CYP450
Fluconazole (Diflucan®) está associado com menores interacções com dosagens de 200 mg ou menos. Com doses mais elevadas aumenta o potencial de interacção. Os antifúngicos tópicos tais como o clotrimazole e a nistatina podem ser úteis para a profilaxia da candidíase ou de infecções restritas. Para infecções mais graves anfotericina B (Fungizone®, Abelcet®, AmBisome®, Amphotec®) deve ser usada.
NNRTI – Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa
Delavirdina (Rescriptor®) é um potente inibidor do CYP450 aumentando potencialmente as concentrações de outras drogas
Efavirenz (Sustiva®) é um inibidor/indutor, dependendo da droga implicada
Se pode ser útil nalguns casos usar Delavirdina para aumentar as concentrações de outras drogas ( por exemplo os Inibidores das proteases), as alternativas serão a Nevirapina e o Efavirenz (Sustiva®) ou os NRTI (i.e., Didanosina [Videx®], Zidovudina [Retrovir®]) se houver indicação clínica
Antagonistas H2
Cimetidina (Tagamet®) é um inibidor do CYP450 com elevada propensão para causar interacções
Usar outro antagonista H2, i.e. Ranitidina (Zantac®)
ou Famotidina (Pepcid®)




Indutores P450
Rifamicina
Inibidores das Proteases
NNRTI – Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa
Anticonvulsivantes (que são indutores do P450)
Indutores do Citocromo P-450:
Indutores
Potência
Alternativas
Rifamicinas:
Rifabutina (Mycobutin®) e Rifampina (Rifadin®, Rimactane®)
Indutores potentes do CYP450 e podem diminuir as concentrações de drogas metabolizadas por esta via
Nos doentes a fazer Inibidores das proteases a Rifampcina deve ser evitada .
Contudo a, Rifabutinai (Mycobutin®) pode ser usada com Indinavir (Crixivan®), Amprenavir (Agenerase®) and Nelfinavir (Viracept®) numa dose metade do normal (150 mg/day).
Para o Ritonavir (Norvir®), a Rifabutina (Mycobutin®) pode ser usada numa dose diária ou 3 vezes por semana numa dose metade do normal (150 mg q 2ª-4ª- e 6ª).
Nos doentes que necessitam de profilaxia para MAC, azitromicina (Zithromax®) ou clarithromicina
pode ser substituida por Rifabutina
Inibidores das Proteases:
Nelfinavir (Viracept®) e Ritonavir (Norvir®)
Indutores moderados do CYP450, potencialmente diminuem as concentrações de outras drogas que são metabolizadas
Alternativas:
Amprenavir (Agenerase®)
Indinavir (Crixivan®)
Saquinavir (Fortovase®)
Delavirdine (Rescriptor®)
ou talvez os NRTI, i.e.
Didanosina e (Videx®)
Zidovudina (Retrovir®) podem ser usados de houver indicação clínica
NNRTI Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa:
Nevirapina (Viramune®) e Efavirenz (Sustiva®)
Indutores Moderados do CYP450, potencialmente diminuem as concentrações de outras drogas
Alternativas pode ser a Delavirdina ou talvez os NRTI i.e. Didanosina (Videx®)
Zidovudina (Retrovir®)
se clinicamente apropriado
Anticonvulsivantes:
Fenobarbital
Fenitoina (Dilantin®)
Carbamazepina (Tegretol®)
Indutores Major / moderados do CYP450, diminuem potencialmente as concentrações de outras drogas
Se necessário as alternativas são:
Àcido valpróico (Depakene®, Depakote®)
Gabomade (Neurontin®)
lamotrigine (Lamictal®)
topiramate (Topamax®)
tigabine (Investigational Tabitril®)














Medicamentos com variações metabólicas reduzidas
Atenção: Deve ser evitada a associação destes fármacos com os inibidores do P450 dado que podem resultar efeitos laterais graves pelo aumento ou diminuição da suas concentrações
Categoria
Fármaco
Alternativa / Notas
Anti-histamínicos não sedativos
Terfenadina (Seldane®) Astemizole (Hismanal®)

O novos anti-histamínicos não sedativos tais como fexofenadine (Allegra®) e loratadina (Claritin®) podem ser usados com segurança com inibidores do P450
Anti-arrítmicos
Flecainide (Tambocor®) Encainide (Enkaid®) Quinidina
A terapêutica anti-arrítmica deve ser usada sob vigilância e com monitorização em doentes a tomar inibidores do P-450
Analgésicos opiáceos de longa duracção de acção
Fentanyl (Sublimaze®, Duragesic®)
Analgésicos alternativos hydromorphone, codeine, e NSAIDs, em especial para doentes a fazer ritonavir (Norvir®)
Procinéticos
Cisapride (Propulsid®)
Metoclopramida (Reglan®)
Benzodiazepinas de longa acção
Midazolam (Versed®) Triazolam (Halcion®)

Ergotaminas e dihidroergotamina
Cafergot® Hydergine®D.H.E. 45®

Drogas ilícitas
Ecstacy/XTC/MDMA

Anticoagulantes comarínicos
Warfarin (Coumadin®)

Contraceptivos orais

Os contraceptivos orais não devem ser dados com os indutores do P450 dado que podem diminuir as suas concentrações e levar a uma gravidez não esperada








4. Fármacos com variações da clearance renal reduzidas
Fármacos / Notas
Alternativas
Foscarnet (Foscavir®)
Ganciclovir (Cytovene®)
Ajustar a dose de acordo com a função renal com estes fármacos
O Cidofovir (Vistide) pode ser usado se estiver indicado clinicamente mas o mesmo pode causar insuficiência renal irreversível
Aminoglicosídeos :
Gentamicina
Tobramicina
Amikacina
(qualquer fármaco que seja nefrotóxico pode diminuir a clearance dos aminoglicosídeos e aumentar a sua toxicidade)
Outros antibióticos para gram – :
Aztreonam (Azactam®)
Penicilinas de largo espectro e cefalosporinas


5. Fármacos com especificidades de absorção
Fármacos
Necessidades
Alternativas
Ketoconazole (Nizoral®)
Itraconazole (Sporanox®)
Necessita de um pH gástrico ácido para uma absorção óptima – evitar em doentes com acloridria ou nos que estejam a tomar antagonistas H2, Antiácidos ou inibidores da bomba de protões
Fluconazole pode ser substituído de houver indicação clínica. Os antifúngicos tópicos clotrimazole e a nistatina podem ser úteis para a profilaxia da candidíase oral. Nas situações mais graves, amphotericina B (Fungizone®, Abelcet®, AmBisome®, Amphotec®) pode ser usada
Didanosina (Videx®)
Deve ser tomada em jejum e separado do Indinavir pelo menos uma hora dado que pode reduzir a absorção de indinavir (Crixivan®)
Administrar Didanosina (Videx®) uma vez por dia ccom o estômago vazio para diminuir o efeito se associado ao Indinavir. Podem ser usados outros NRTI se necessário.
Fluoroquinolonas
Devem ser separados de compostos com catiões di- ou trivalentes (produtos com calcium, antiacidos, preparations com ferro, DDI, etc) para evitar a formação de quelatos e diminuir o seu efeito terapêutico
Separar as quinolonas dos catiões pelo menos 2-4 hours - administrar quinolone em primeiro lugar. Podem ser usados outros antibióticos com idêntica cobertura se houver indicação clínica (i.e. cefalosporinas)

Interacções entre fármacos e alimentos nos doentes infectados pelo VIH

Fármaco
Alimento
Recomendação
Atovaquone (Mepron®)
Uma alimentação rica em gorduras pode aumentar a biodisponibilidade cerca de três vezes
Administrar com alimentos
Didanosina (Videx®)
Administração com alimentos resulta em 55% de diminuição da absorção
Administrar com o estômago vazio pelo menos 30 minutos antes da refeição
Ganciclovir (cápsulas) (Cytovene®)
Alimentos ricos em gordura aumentam em 22% a absorção
Administrar com alimentos
Indinavir (Crixivan®)
A gordura, as proteinas ou os alimentos com elevado teor em calorias diminuem em 77% a absorção
Contudo, Indinavir combinado com Ritonavir (400 mg q12h) com a refeições resulta numa igual absorção.
Administrar Indinavir com o estômago vazio ou com uma refeição ligeira.
Sem restrição de alimentação se administrado com Ritonavir (Norvir®)
Itraconazole (cápsulas) (Sporanox®)
Há um aumento significativo da biodisponibilidade se administrado com a alimentação
Administrar com alimentos
Itraconazole (solução) (Sporanox®)
Máxima absorção se administrado em jejum
Recomenda-se ser tomado sem alimentos
Nelfinavir (Viracept®)
Absorção 2-3 vezes superior quando tomado com alimentos
Administrar com alimentos ou uma refeição ligeira
Ritonavir (Norvir®)
Ao alimentos aumentam em 15% a absorção
Recomendado ser tomado com as refeições
Saquinavir (Invirase®, Fortovase®)
Aumento marcado da absorção se tomado a seguir a uma refeição com elevado teor de gordura
Administrar 2 horas a seguir a uma refeição
Saquinavir (Invirase®, Fortovase®)
O sumo de totanja aumenta as concentrações de Saquinavir em 40%-100%
O sumo de toranja pode ser dado aos doentes que tomem Saquinavir

Obtenha mais informação em:

  1. National Drug Data File
    Indicações, dosagens, precauções, interacções, reacções adversas, uso na gravidez e na lactação e instruções aos doentes. Questões sobre as doenças, ou os sintomas que drogas usar ou que drogas evitar.
  2. NIH Clinical Center Pharmacy
    Com o apoio do NIH, aqui encontra imagens e referências dos medicamentos mais usados no tratamento do VIH.
  3. Georgetown University Drug Metabolism Web Site
    Hipóteses de trabalho , ensino e referências para os médicos acerca dos efeitos do sistema do citocromo P450.
  4. Liverpool HIV Pharmacology Group
    Aqui encontra detalhadas interacções com antiretrovirais e grupos de discussão ligados à investigação.
  5. Food Medication Interactions
    Software e recursos escritos sobre interacções entre medicamentos e alimentos.
Outros links relacionados com HIV/AIDS : AIDS Links

Bibliografia

Flexner, C., and Piscitelli, S.C. 1998. AIDS drug administration and interactions. (Chapter). In AIDS Therapy, Dolin, R., Masur, H., and Saag, S, eds. Churchill Livingstone, New York, in press.
Pham, P.A., and Flexner, C. Antiretroviral drug interactions in the HIV-infected patient.HIV Advances in Research and Therapy. 1997; 7 (2): 10-17.
Piscitelli, S.C, Flexner, C., Minor, J.R., Polis, M.A., and Masur, H. Drug interactions in HIV-infected patients (review).Clin. Infect. Dis. 1996; 23: 685-693.


Adaptado de



27 fevereiro 2010

Aviso

Alguns links estão quebrados, vou substituir nos proximos dias...

Raul Pessoa

23 fevereiro 2010

Aulas de Medicina

Centenas de aulas de variados temas relacionado a medicina de diversos e renomados professores, além de outros arquivos.



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10 setembro 2009

Descoberto motor flexoelétrico no interior do ouvido




Pesquisadores norte-americanos descobriram "motores flexoelétricos" no interior do ouvido humano, usados para amplificar o som mecanicamente.

"Nós estamos relatando a descoberta de um novo motor em nanoescala no ouvido,"' diz Richard Rabbitt, um dos autores da descoberta. "O ouvido tem um amplificador mecânico em seu interior que usa energia elétrica para fazer amplificação mecânica.

Motor elétrico biológico


O motor elétrico biológico fica em pequenas células tubulares chamadas estereocílios, parecidas com pelos, localizadas no ouvido interno. Quando as ondas sonoras que chegam ao ouvido, elas fazem esses túbulos balançarem, o mecanismo dos motores flexoelétricos entra em funcionamento e amplificam o som, ampliando nossa capacidade de audição.


"É como a direção de um carro," explica Rabbitt. "Você gira o volante e adiciona potência mecânica. Aqui, o som que chega faz o papel das suas mãos girando o volante. Mas, para virar, você tem que fazer força. Esses aglomerados ciliares adicionam a potência necessária ao som."

O grupo do Dr. Rabbitt ainda especula que a conversão flexoelétrica, que transforma a eletricidade em trabalho mecânico, pode estar envolvida em outros processos em nosso organismo, como na formação da memória e até mesmo na digestão.

Funcionamento do motor flexoelétrico

Quando o som entra na cóclea e alcança essas minúsculas células tubulares - os estereocílios - a pressão do som faz com que elas balancem de um lado para o outro, como se fossem um bambu ao vento.

Os túbulos estão interconectados por seus topos, unidos por filamentos de proteína. No ponto onde cada filamento entra em contato com a extremidade de cada túbulo, há um canal iônico que abre e fecha conforme os estereocílios balançam para um lado e para o outro.

Quando o canal se abre, íons de cálcio e potássio fluem para os túbulos. Isso altera a tensão ao longo da membrana que envolve cada estereocílio, fazendo os túbulos flexionarem-se e dançarem ainda mais.

Esse movimento mecânico de balanço amplifica o som e, em última instância, libera neurotransmissores na base das células tubulares, enviando o sinal elétrico equivalente ao som pelos nervos até o cérebro.

O mecanismo da flexoeletricidade era conhecido há várias décadas, mas acreditava-se que ele só ocorresse em membranas. O que os pesquisadores notaram é que os estereocílios são, na verdade, membranas enroladas.

Fonte:
Redação do Site Inovação Tecnológica
Bibliografia:

Hair Cell Bundles: Flexoelectric Motors of the Inner Ear
Kathryn D. Breneman, William E. Brownell, Richard D. Rabbitt
PLoS ONE
Vol.: 4(4): e5201
DOI: 10.1371/journal.pone.0005201

06 setembro 2009

Anvisa proíbe cigarro eletrônico

Anvisa proíbe comércio e importação de cigarro eletrônico

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu formalmente o comércio e a importação do cigarro eletrônico, dispositivo eletrônico usado para simular o ato de fumar. A resolução publicada no Diário Oficial da União de hoje (31) é resultado de decisão tomada em reunião da Anvisa na última terça-feira (25).

A proibição de produtos que se apresentem como alternativa ao tratamento do tabagismo é válida para todo o país e levou em consideração a falta de comprovação científica sobre a eficácia e segurança do produto. O cigarro eletrônico nunca teve registro no país. Depois de uma consulta pública, que contou com a participação de órgãos de defesa do consumidor, a Anvisa decidiu pela proibição.

O cigarro eletrônico é invento da empresa chinesa Golden Dragon Group, como alternativa ao tabagismo. Formado por um inalador, um cartucho, um chip e uma bateria recarregável, tem aparência semelhante ao cigarro convencional e emite um vapor não prejudicial à saúde. Mas em análise realizada pela Organização Mundial da Saúde, descobriu-se diversas substâncias tóxicas envolvidas em sua fabricação o que levou a organização a aconselhar sua proibição.

De acordo com estudos realizados pela FDA, agência equivalente à Anvisa os Estados Unidos, os dispositivos do cigarro eletrônico são 1,4 mil vezes menos cancerígenos do que o cigarro convencional, mas contém diversos produtos químicos que podem trazer danos à saúde, como o nitrosamina e dietilenoglicol, substâncias cancerígenas que servem para dar sabor ao fumo. Por isso, o cigarro eletrônico também está proibido nos Estados Unidos.

Fonte:
Anvisa

IQUEGO produzirá Oseltamivir

O presidente da Iquego, Pedro Canedo, concedeu, nesta sexta-feira, na sede da empresa, entrevista coletiva para falar sobre o início da produção do fosfato de oseltamivir – princípio ativo do Tamiflu, o único remédio eficaz no tratamento da gripe A. O laboratório goiano já recebeu os sais para a manipulação do medicamento e toda a linha de produção está mobilizada para a operação, que terá início na tarde desta sexta-feira. No total serão fabricados 7.500 frascos.


A Iquego fabricará a versão suspensão oral, porque nesta apresentação o medicamento atende a crianças e adultos, ao contrário da versão em cápsulas, que serve somente aos adultos, enquanto que a maior demanda era para crianças.

A dosagem média do fosfato de oseltamivir por tratamento é de 5ml por vez, duas vezes ao dia, durante cinco dias para uma pessoa adulta e de uma vez ao dia para cada criança tratada, sendo que o que determina a dosagem é o peso do doente infantil. Já para a profilaxia – prevenção – o medicamento é administrado uma vez por dia durante dez dias. A profilaxia é indicada para os profissionais de saúde que porventura tenham tido contato com algum portador do vírus ou àquelas pessoas que estiveram próximas a alguém contaminado sem o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Embora a Iquego só tenha recebido do Ministério a encomenda de um lote com 7,5 mil tratamentos, a empresa está apta a fabricar tantos lotes quantos sejam necessários, uma vez que dispõe tanto de capacidade industrial instalada, como de técnicos e profissionais habilitados a produzir o medicamento, inclusive na versão cápsula, se for o caso. A Iquego é um dos únicos laboratórios oficiais brasileiros a fabricar o oseltamivir, e sua produção foi autorizada pelo Ministério da Saúde em caráter emergencial, devido à propagação da epidemia de gripe suína pelo País, o que dispensa a concessão de registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a sua fabricação, já que se trata de uma questão de saúde pública e segurança nacional.

Toda a negociação para a fabricação do medicamento foi iniciada pelo próprio presidente da Iquego junto ao Ministério da Saúde. Nesta entrevista, Pedro Canedo vai falar sobre como será a distribuição do remédio e o que isso significa para a saúde pública em Goiás

Fonte:
Diário da Manhã

31 agosto 2009

Rinoplastia em 10 minutos

Procedimento não cirúrgico a base de ácido hialurônico e água promete revolucionar a forma de fazer rinoplastia em pessoas insatisfeitas com a forma do seu nariz. O produto vem sendo utilizado a mais de 7 anos no Brasil, sob as apresentação injetável em seringas parcialmente preenchidas com um gel visco-elástico e transparente de ácido hialurônico reticulado vendidos comercialmente sob nome de Restylane® e Juvéderm®.

Um exemplo interessante de seu uso foi noticiado pelo Daily Mail. O método chegou há pouco tempo no Reino Unido e foi usado inicialmente para ajudar a remodelar o nariz após lesões.

“Duas injeções endireitou o meu nariz e mudou a sua forma global”, diz Chloe.

“É incrível como algo tão pequeno como o seu nariz forma pode mudar a maneira como você se sente", continua ela.


Chloe não se sentia bem ao olhar para o espelho por causa da forma do nariz, visto na esquerda.Na direita após o procedimento simples.

O procedimento consiste em injetar a carga no nariz do composto de ácido hialurônico que consegue preencher as depressões do nariz não somente por seu volume, mas também pela água que consegue agregar. O procedimento é feito após uma anestesia prévia e pode ser uma alternativa para quem não quer passar por uma rinoplastia.

O tratamento convencional por cirurgia custa em média R$ 2.500 a R$ 5.000 e envolve seis semanas de recuperação enquanto que o novo procedimento custa aproximadamente R$ 800 e tem um efeito em média de um ano e meio a dois anos, após o qual passa a ser degradado.

Possui ainda indicação para preencher outras regiões da face tais como lábios, sulcos nasojugais (olheiras), sulcos nasogenianos (bigode Chinês), região malar (bochechas) e algumas regiões de rugas.

No entanto ainda é considerado pela universidade de Newcastle, na Austrália, um dos procedimentos cosméticos mais difíceis de ser executado.

De acordo com as referências, os efeitos adversos - incluindo sangramento excessivo, afrouxamento da cartilagem no nariz e na formação de cicatriz - pode ocorrer em até 18 por cento dos casos.

As contra-indicações envolvem:

- Hipersensibilidade ao ácido hialurônico.

- Doenças auto-imunes.

-Doenças que afetam o sistema imunológico.

-Mulheres grávidas ou em período de amamentação.

- Pessoas com tendência ao desenvolvimento de cicatrizes queloideanas.

Fonte:
Daily Mail
Juvéderm®
Restylane®

24 agosto 2009

Hemobrás passará a produzir cola de fibrina

A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras) e a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) inauguraram dia 23 de agosto de 2009, em Recife, o laboratório para produção de cola de fibrina, um adesivo biológico usado para conter hemorragias. "Será a primeira produção totalmente nacional. Com preços mais baratos, será possível ampliar o uso do produto em hospitais públicos", afirmou o presidente de Hemobrás, João Paulo Baccara.


A cola de fibrina é feita a partir de componentes de sangue liofilizado. O material é indicado para reduzir hemorragias em cirurgias odontológicas - sobretudo entre pacientes com problemas de coagulação -, cirurgias ortopédicas e neurológicas.

Num primeiro momento, disse Baccara, o produto deverá ser usado em hospitais federais. "O material traz uma série de vantagens: reduz a necessidade de reposição de hemácias e apressa a alta do paciente", garante.

A produção deve começar a ser feita em setembro. A expectativa é de que até o fim do ano sejam preparados 9 litros do material. A partir de 2010, a produção anual deve chegar a 9 litros. O suficiente para cerca de 7 mil cirurgias, calculou Baccara.
Fonte:
Yahoo
Hemobrás

20 agosto 2009

Cursos 2009/2

No site do CREMERJ há diversos cursos para este semestre (2009/2), todos gratuitos, que poderão ser feitos via email informando qual curso deseja fazer, nome completo, endereço, telefone, faculdade e periodo que está cursando.
Envie para seccat@cremerj.org.br ou pelo telefone 3184-7050 ramais 7130 a 7137.



Neste sabado dia 22-08-2009 também haverá uma jornada na rede D`OR que poderá ser feito AQUI


Cursos CREMERJ:

## Fórum da Câmara Técnica de Terapia Intensiva - Manutenção do Doador de Órgãos -- 20 de Agosto de 2009, no horário de 18h30 às 21h30

##Fórum sobre o Vírus Influenza A H1N1 - Volta Redonda --21 de agosto de 2009, sexta-feira, às 18h30, no Auditório do Anexo UniFOA

##Fórum da Câmara Técnica de Dermatologia - Do Diagnóstico ao Tratamento --22 de agosto de 2009, no horário de 8h45 às 13h30, no Auditório do CREMERJ

##VI Fórum da Câmara Técnica de Medicina Física e Reabilitação - Interfaces Atuais da Medicina Física e Reabilitação -- 22 de agosto de 2009, no horário de 9h às 12h30, no Auditório do CREMERJ Charles Naman Damian

##Palestra: Charles Darwin e a Seleção Natural --25 de agosto de 2009, às 16h, no Auditório do CREMERJ

##Fórum sobre o Vírus Influenza A H1N1--27 de agosto de 2009, quinta-feira, às 18h30, no Auditório do CBC

##IX Curso de Educação Médica Continuada em Pediatria CREMERJ - SOPERJ 2009 - 3º Módulo --29 de agosto de 2009, sábado, das 8h às 17h, no Auditório do CREMERJ

##Educação Médica Continuada em Cirurgia e Trauma - Volta Redonda --12 de setembro de 2009, sábado, das 9h às 12h30, no Auditório do Anexo UniFOA

##Curso de Educação Médica - Administração e Ética-- 18 de setembro de 2009 (sexta-feira), no horário de 9h às 17h30

##IX Curso de Educação Médica Continuada em Clínica Médica CREMERJ 2009 - Módulo Cirurgia Geral e Trauma -- 19 de setembro de 2009, das 9h às 12h15, no Auditório do CREMERJ

##Seminário - Questões Médicas Durante o Vôo - Mito ou Realidade -- 9 de setembro de 2009, no horário de 18h30 às 21h, no Auditório do CREMERJ

##IX Curso de Educação Médica Continuada em Ginecologia e Obstetrícia 2009 – 4º Módulo -- 17 de outubro de 2009, das 8h15 às 15h45, no Auditório Júlio Arantes Sanderson de Queiroz


Os 10 Mandamentos do acadêmico de medicina:

Os 10 Mandamentos do acadêmico de medicina:

1 - Se você não sabe o que tem, dê VOLTAREN;
2 - Se você não entende o que viu, dê BENZETACIL;
3 - Apertou a barriga e fez 'ahhnnn', dê BUSCOPAN;
4 - Caiu e passou mal, dê GARDENAL;
5 - Tá com uma dor bem grandona? Dê DIPIRONA;
6 - Se você não sabe o que é bom, dê DECADRON;
7 - Vomitou tudo o que ingeriu, dê PLASIL;
8 - Se a pressão subiu, dê CAPTOPRIL;
9 - Se a pressão deu mais uma grande subida, dê FUROSEMIDA!
10 - Chegou morrendo de choro, ponha no SORO.


E mais:
Arritmia doidona, dê AMIODARONA.. .
Pelo não, pelo sim, dê ROCEFIN.
E SE NADA DER CERTO, NÃO TEM NEUROSE: DIGA QUE É SÓ UMA VIROSE !!!



13 julho 2009

wp/contato

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11 julho 2009

Curso Imunologia

Curso básico completo de imunologia da UNICAMP , apostilas em PDF



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É necessario leitor PDF e descompactador (winrar)

10 julho 2009

Curso de Eletrocardiograma

Curso completo de Eletrocardiograma básico em apostilas Doc, exemplos em PDF e um programinha simples que simula arritmias


Apostilas
Exemplos




Obs: aguarde o tempo de redirecionamento para baixar

Programas necessarios: Pdf ou similar; BrOffice ou similar (Microsoft Word)

Inflamação ligamentar

Animação a respeito da inflamação de ligamentos








INFECÇÕES EM CIRURGIAS

CONCEITO:a infecção é aquela que necessita de tratamento cirúrgico ou é complicação de um tratamento cirúrgico.

ETIOPATOGENIA: Existe um equilíbrio na nossa flora que mantém bactérias saprófitas , mas que certo grau de patogenicidade. Este equilíbrio é representado por um triângulo eqüilátero: se aumentar o nº de patógenos esta harmonia é quebrada (ex: se aumentar o nº de patógenos na pele – estafilococos – tem se uma chance maior de desenvolver infecção), algumas bactérias têm um potencial de virulência que pode ser aumentada (existe cepas de estafilococos mais virulentas que outras) e levar a ter infecção, a diminuição da resistência também leva à formação de infecção.



Nº DE PATÓGENOS VIRULÊNCIA




RESISTÊNCIA DO HOSPEDEIRO

FATORES PREDISPONENTES:
• Fatores locais:
- Hematoma, seroma (estes fatores acometidos dentro do plano cirúrgico podem ser um fator importante para o desenvolvimento de infecção, as bactérias que se encontram naquele foco de infecção, encontram um meio adequado para sua proliferação).
- Tecido desvitalizado (tecido com teor de oxigenação baixo, mal nutrido).
- corpo estranho (leva bactérias para profundidade dos tecidos e diminui a capacidade de defesa do tecido)
obs: em emergência=> evitar o acúmulo de sangue e serosidade nas feridas, nunca fechar com sangramento em atividade, pois vai se formar um hematoma infectado podendo gerar um abscesso. Cauterizar os vasos que estejam sangrando. Retirar corpos estranhos (cacos de vidro, areia, poeira...) e áreas de necrose que não tem vascularização e faz a sutura com bordas de tecido sadio. A ferida deve ser lavada com soro fisiológico, não se lava com povidine dergemante ou tópico ou álcool iodado, pois estas substâncias vão promover um colabamento e trombose da microcirculação lesada fazendo com que chegue menos sangue naquela região prejudicando a nutrição daquele tecido. O objetivo da lavagem é ser só mecânica. O agente dergemante deve ser usado apenas ao redor da ferida, para promover a antissepsia da pele. A ferida deve ser infiltrada pela pele sadia e nunca pelo corte.
• Fatores gerais:
- idade (maior a idade , menor defesa do organismo, ex:a arteroeclerose leva a diminuição de nutrição aos tecidos)
- Obesidade (o tecido gorduroso é mal nutrido e tem maior chance de produzir seroma. Quando o panículo adiposo for muito grande deve ser fechado em vários planos para evitar as coleções nesses tecidos).
- desnutrição (o desnutrido sintetiza de maneia errada as imunoglobulinas levando à diminuição da resposta imunitária, promovendo risco maior de infecção cirúrgica. Deve ser corrigido seu processo nutricional antes da cirurgia se não for emergência.)
- imunodeficiência
- choque (comprometimento da perfusão da microcirculação tecidual, tendo a diminuição do volume sangüíneo).
- Diabetes (devido a microangiopatia diabética, ou seja, falta de vascularização).
- Tempo operatório (quanto maior o tempo de operação, maior a chance de infecção, porque o campo cirúrgico está exposto, tem uma pequena contaminação pela equipe, poeira do ar, qualquer cirurgia que ultrapasse 4 horas, mesmo as eletivas, é considerada uma cirurgia potencialmente contaminada).
- Tempo de hospitalização (quanto maior o tempo que o paciente permanecer no hospital, maior a chance de adquirir infecção, principalmente os pacientes internados por diálise, em terapia intensiva, pois estão em contatos com agentes bacterianos de alta virulência, até mesmo sua manipulação pela equipe – enfermeiro que não levou a mão de um doente para outro, bandeja de curativo...).

PREVENÇÃO DA INFECÇÃO
1. Boa técnica operatória (evitar manipular demais os tecidos, evitar deixar sangramento, retirar corpo estranho, desbridar tecido.).
2. Correção dos fatores predisponentes (emagrecer, controlar a diabetes, fazer suporte nutricional).
3. antibioticoterapia profilática (este é um método utilizado quando não se consegue corrigir os fatores predisponentes ou quando há os casos descritos abaixo)

ANTIOTICOTERAPIA PROFILÁTICA:
Este método deve ser iniciado no momento que o paciente vai ser anestesiado, e seu término pode ser estendido até 24 horas após a operação que ainda é profilático.
Estas são algumas indicações precisas:
- choque hipovolêmico
- traumatismo grave
- cirurgia traqueobrônquica
- cirurgia cardiovascular
- cirurgia sob TGU e TGI
- neurocirurgia
- próteses em geral (a complicação de infecção em prótese leva à rejeição da mesma)
- existência de fatores predisponentes
- queimaduras (antimicrobianos tópicos), só será feito EV se o paciente desenvolver infecção secundária. Nos grandes centros de queimados é feita a coleta de material da área queimada após 24 de internação e começa a fazer a contagem de bactérias por gramas de tecido nesta área queimada. Quando a contagem de bactérias ultrapassa 108 bactérias por grama de tecido existe a indicação de antibiótico parenteral.
Obs: Quando o paciente queimado chega para o atendimento não há necessidade de passar dergemante, pois aquele local é estéril (a não ser que o paciente tenha passado manteiga, borra de café, pasta de dente...), o problema são as bactérias que estão na profundidade do folículo piloso e que em 24 horas elas vão ascender e chegar na área lesada. O uso do dergemante faz diminuir a chegada de leucócitos na área lesada. O desbridamento da lesão deve ser feito numa banheira com água e logo após colocar sulfotiazida de prata 2%, pois é o melhor antisséptico.
Qualquer procedimento cirúrgico numa área que existe flora com bactérias com alta patogenicidade é necessário o uso de antibioticoterapia profilática, pois o ato cirúrgico diminui a resistência do local.
Os antibióticos profiláticos usados:
- Aplicar antibiótico por via parenteral de acordo com a flora específica (ex: queimadura-pele-estafilo e estrepto=> penicilina ou cefalosporina de primeira geração: primeira aplicação dar dose dobrada, depois continua doses normais.).
OBS: Fazer de tudo para ter uma boa antissepsia: lavar bem as mãos, uso adequado do equipamento e material operatório, não sair da sala de cirurgia com a roupa cirúrgica; fazer também a preparação da pele do paciente. Pode ser lavada durante três dias antes da operação com sabão (clorexidine) fazendo bastante espuma. A lavagem da pele do paciente na sala de operação deve ser cuidadosa para não ocorrer lesão da mesma e não ocorrer penetração das bactérias nos tecidos da profundidade. A tricotomia deve ser feita na hora da operação, não fazer em casa com barbeador, pois causa microlesões que leva as bactérias para o interior dos tecidos. Depois é aplicado antisséptico tópico.
OBS: Todos os agentes antissépticos têm um tempo de ação:
- álcool a 70%: 30 minutos, serve só para pequenos procedimentos.
- Povidine
- Clorexidine: 4 horas

INFECÇÕES ESTREPTOCÓCICAS
- S. pyogenes (-hemolítico – causa faringite, amigdalite, é o que mais causa infecção cirúrgica porque vive na pele).
- S. viridans (-hemolítico – ligado em infecções orovalvulares)
- S.faecalis (conhecido como enterococo – vive no TGI e na pele, responsável por lesões intracavitárias).
Infecções cirúrgicas causadas por estreptococos:
1. Erisipela é incluída como infecção cirúrgica, pois pode levar à necrose central e formação de abscessos (geral mente em pacientes que apresenta insuficiência vascular crônica, tem RV comprometido levando um nível nutricional muito baixa dos tecidos), são infecções no tecido celular subcutâneo. Pode ser dados penicilina, antiinflamatório, repouso com elevação do membro para facilitar o RV, se houver necrose e abscessos o tto é cirúrgico.
2. mionecrose
3. Fasciíte necrotizante
A mionecrose e fascite necrotizante são evoluções de infecção de parede causada por S. pyogenes,mas com muito mais gravidade, pois invade planos profundos – fáscia e músculos. Elas são muito parecidas,soque na mionecrose a aponeurose de fáscia está preservada e na fasciíte não.
 Abscessos pulmonares
 Abscessos peritoneais
 Gangrena de Meleney: é bastante rara, localizada na superfície cutânea, geralmente por feridas traumáticas ou não, cirúrgicas; onde a característica principal são ulcerações rasas, com fundo sujo, bordas elevadas, purulento e o raspado disto mostra presença de estreptococos.

INFECÇÕES CLOSTRÏDICAS:
- Clostridium perfringens ( embora faça parte da flora do TGI, não é tão comum ser encontrada),apresenta toxinas que são neurotóxicas e ao mesmo tempo ela rompe os vasos. Como vive no Tgi,pode ser responsável por infecção intrabdominal (colangite)
 Celulite clostrídica
 Mionecrose (gangrena gasosa): pois esta bactéria é anaeróbica,ou seja ,produtora de gases no processo infeccioso. Assim,na ferida é encontrado presençade creptações ( ar na ferida) e odor insuportável ( podre)
 Abscessos peritoneais
 Aborto séptico
 Gangrena de Fournier ( C. Difficile): é uma gangrena gasosa localizada na região perineal, geralmente ela vem oriunda de um abscesso perianal.
 Sepsis pós-endoscopia
 Enterocolite necrotizante (C. difficile): pode até haver perfuração intestinal, esta infecção acontece porque ocorre alteração da floras intestinal (crianças internadas com diálise, usam antibiótico de largo espectro)
O tratamento de uma infecção por clostrídio é a ressecção de toda área infetada, depois é feito antibiótico: penicilina com histamina ( para o clostrídio) e associa um aminoglicosídio ( para pegar flora gram negativa aeróbica) e clindamicina (para pegar a flora gram negativa anaeróbica). Também estas lesões apresentam uma boa resposta à oxigênio-terapia hiperbárica, porque são bactérias anaeróbicas.
Quando observar uma infecção com bolhas e sangue lembrar de clostrídio ou estreptococo, pois este é hemolítico.

INFECÇOES ESTAFILOCÓCICAS:
- Staphylococcus aureus
 Infecções cutâneas (foliculite=>furúnculo, foliculose, antras)
 Infecções de ferida cirúrgica
 Septicemia
 Enterocolite pseudomembranosa (semelhante a enterocolite por clostrídio)
 Empiema pleural
 Infecções por S. aureus MRSA :são severas e esta cepa é bastante comum em CTI, UTI.
As infecções próximas à cavidade nasal geralmente sãocausadas por estafilococos pela presença de inúmeros estafilococos na cavidade nasal. Paciente que chega com infecção de face e como pescoço para cima é necessário internação, pois pode propagar e causar meningite ou encefalite gangrenosa.

INFECÇÕES GRAM NEGATIVAS AERÓBICAS
- Escherichia coli :vive no TGI, TGU, na bile. É a mais comumente encontrada como causadora de infecções por basctérias gram negativas
- Pseudomonas aeruginosa
- Proteus sp.(indol + e -)
Estas duas são bactérias oprtunistas,geralmente afetam pacietes emCTI ou com grandes quimaduras
- Enterobacterias (Klebsiella, aerobacter, serratia).
- Salmonella typhi:pode perfurar o intestino delgado(íleo) e causar umquadro de peritonite( tratamento cirúrgico). Causadora da febre tifóide. Esta bactéria vive dentro da vesícula bilear(antibiótico não chega), assim os pacientes portadores sãos em tratamento que tem 3 coproculturas e não conseguem negativar as coproculturas, tem indicação de fazer uma colestectomia.



INFECÇÕES GRAM NEGATIVAS ANAERÓBICAS:
- Bacteroides fragilis: relacionada com infecção abdominal (apendicite aguda, diverticulite)
- Bacteróides melaninogenicus
- Fusobacterium nucleatum
Os bacteróides e as fusobactérias estão relacionadas com abscessos cerebrais e abscessos pulmonares.
Quando se vai tratar apendicite aguda é associado um aminoglicosídeo (gentamicina) para pegar flora gram negativa aeróbica (E. coli) e flagil (metronidazol) para combater B. fragilis.

 
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